Durante as Primeiras Vésperas da Solenidade da Natividade de São João Batista, celebradas em 23 de junho de 2026, nossa comunidade recebeu no Noviciado o postulante André Camargo de Lima, que, ao revestir-se do hábito monástico, recebeu o nome de Irmão Miguel.
Irmão Miguel (André Camargo de Lima) nasceu em 13 de novembro de 1981 em Lorena – SP, sendo natural de Piquete – SP. Sua vestição monástica ocorreu em 23 de junho de 2026, e seu onomástico será celebrado em 29 de setembro, memória de São Miguel Arcanjo, sob cuja proteção foi colocado ao receber seu novo nome.
Na tradição beneditina e cisterciense, o ingresso no Noviciado representa o início de uma etapa particularmente importante no discernimento da vocação monástica. Após o tempo do postulantado, durante o qual o candidato conhece a vida da comunidade, o noviço é introduzido de maneira mais plena na observância da Regra de São Bento, na celebração do Opus Dei, na lectio divina, na vida fraterna e no espírito próprio da Ordem Cisterciense.
A Regra de nosso Pai São Bento descreve o mosteiro como uma “escola do serviço do Senhor” (schola dominici servitii). É precisamente nesta escola que o noviço é chamado a aprender, dia após dia, o caminho da humildade, da obediência, da conversão dos costumes e da caridade fraterna, procurando discernir, com liberdade e perseverança, a autenticidade do chamado que recebeu de Deus.
Ao longo do Noviciado, a comunidade acompanha o novo irmão com a oração, o exemplo e a fraternidade, para que possa crescer na busca de Deus (quaerere Deum) e lançar fundamentos sólidos para sua futura profissão monástica. Este tempo não constitui apenas uma preparação jurídica para os votos, mas, sobretudo, um caminho de configuração cada vez mais profunda a Cristo na escola do Evangelho e da tradição beneditina.
Confiamos o Irmão Miguel à proteção da Bem-aventurada Virgem Maria, de São João Batista, em cuja solenidade iniciou esta nova etapa de sua vocação, e de São Miguel Arcanjo, seu patrono. Que, sustentado pela graça de Deus e pela oração da comunidade, persevere generosamente no caminho que agora começa e possa, no tempo oportuno, oferecer-se inteiramente ao Senhor pela profissão monástica.
“Aquele que começou em ti a boa obra há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6).









